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| 20/07/2006 |
Se ficar o bicho pega e se correr o bicho come
Hoje recebi uma mensagem de e-mail do meu orientador. Ao contrário dos nossos últimos encontros, ele escreveu de uma maneira gentil e tranquila querendo saber como andava o meu trabalho e o porquê de eu ter sumido lá da universidade. Eu educadamente disse que estava trabalhando na dissertação e que mês que vem apareceria na sala dele com o trabalho feito. Pausa. Será que fiz uma besteira? Será que acabei de me condenar? Tenho pouco trabalho feito para entregar essa dissertação. Na verdade, não tive coragem de dizer para ele que nestes últimos quatro meses, não tenho feito nada além de vegetar em minha casa, me lamentando por não já ter feito este trabalho, não ter emprego, nào ter carro e não ter namorada.
Quando escrevi pela primeira vez a mensagem de resposta para o meu orientador, disse que não aguentava mais o meu mestrado e nem essa minha profissão. Iria largar tudo e sumir pra recomeçar a minha vida em outro lugar. Conhecer novas pessoas, viver novos amores e procurar fazer realmente o que eu esperava de mim. O ponteiro do mouse ficou estático sobre o botão "enviar mensagem", mais uma vez na vida, não tive coragem de executar a minha vontade e apaguei a mensagem. Reescrevi o texto, dizendo que já tinha boa parte do trabalho feita e que em breve ele leria o resultado final. Mentira covarde.
Na natureza, o medo pode apresentar uma função muito útil de auxiliar na nossa sobrevivência, alertando-nos sobre os perigos da vida. Mas, para nós seres humanos, o medo só serve para para adiarmos as coisas que realmente temos de mudar nas nossas vidas. Eu tenho utilizado muito disso. Aliás, acho que a vida toda me utilizei disso.
A minha vida tem me dado vários sinais sobre a necessidade de eu fazer algo por mim, mas o medo de me lançar em algo que não conheço e procurar o meu caminho, me faz protelar e ficar esperando alguma dádiva divina para que as coisas mudem por si mesmas. E assim a vida vai. Estagnada. Não existe a dor de enfrentar o desconhecido, mas também não experimento o prazer de conquistar e superar obstáculos.
Hoje foi assim. Não encarei meu orientador e vou perpetuando uma situação que está a beira do insustentável. Talvez seja algo que me estimule a pelo menos terminar essa dissertação e cumprir com a minha universidade. Entretanto, caso não consiga, pode ser um suicídio estabelecer este prazo de entrega. De qualquer forma, assumindo uma ótica mais positiva e mais reflexiva, talvez o fato de ter colocado um prazo de conclusão para mim mesmo e ter comunicado ao meu orientador, tenha sido uma boa coisa. Não posso mais adiar, como disse Cazuza, o tempo não pára. E mesmo que não consiga, devo pelo menos tentar.
Beijo pras mulheres queridas do meu coração e que sempre comentam neste blog com palavras doces e revigorantes ao meu espírito e abraço pros homens.
Escrito por Bruno Kenzo às 19h10
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| 18/07/2006 |
Enfermaria
Pois é, enfermaria é o título de hoje. Isto porque o meu irmão caçula operou nesta última segunda-feira e tá de repouso aqui em casa. E pra quem sobrou tomar conta dele? Acertou quem disse Bruno. Mas eu não esquento. Desde que ele era pequeno eu fazia as vezes de babá e tomar conta dos outros é café pequeno para mim.
Esta semana tô começando a tomar coragem para escrever a minha dissertação. Como dá trabalho. Escrevo, escrevo e escrevo e quando vou olhar... Duas páginas... E ainda vou ter que modificá-las pois não ficaram boas. Se eu fosse escritor morreria de fome. Não tenho a mínima habilidade para este ofício. Tirando a minha falta de habilidade com a digitação, o discurso também nunca foi meu forte.
Desde pequeno, acho que pelo fato da minha mãe ter sido uma daquelas super protetoras que não deixa o filho falar por si mesmo, nunca desenvolvi este dom. Consequentemente as minhas cantadas também são péssimas. Queria gravar uma das minhas tentativas pra ver a cena. Frases curtas sem criatividade e sem um bom enredo.
Hoje, pra variar, estou sem inspiração. Some: falta de inspiração + falta de habilidade de escrita= texto chato.
Cansei de torturar vocês.
Beijo pras mulheres e abraço pros homens.
Escrito por Bruno Kenzo às 21h16
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