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| 13/06/2006 |
Ah se não fosse o Kaká...
Jogo da seleção brasileira. Galvão Bueno pega algum jogador pra usar de Cristo, como de costume, e criticá-lo até falar que chega. Dessa vez a vítima é o jogador do Milan da Itália, Kaká. Na minha opinião, que discordava totalmente do Galvão, Kaká era o melhor pois cobria o campo todo: marcava, defendia e atacava. Final do primeiro tempo, Cafu desce pela direita, Kaká praticamente implora pela posse da bola, Cafu resolve passar, Kaká recebe, levanta a cabeça, olha de novo pra bola e dá um chute certeiro no canto direito do goleiro. É gol. Galvão diz que "como ele próprio dizia" Kaká era demais. Tá bom viu?
É, hoje não tinha jeito, o papo é de botequim e não falar de seleção brasileira em sua estréia na Copa da Alemanha 2006 desmereceria o nome deste blog. Sou um daqueles que é contra o país parar nas épocas da copa do mundo de futebol e que acredita que esse espírito patriótico deveria ser empregado em situações mais produtivas, como por exemplo, exigir dos nossos políticos mais honestidade e mais empenho na resolução dos nossos problemas econômicos e sociais.
Mas não tem jeito. A programação gerada no cérebro de toda a população do Brasil, pela ditadura de 70, que o futebol é a paixão nacional, tirou qualquer resquício de racionalidade da minha mente e me fez sentar no sofá para torcer por um bando de 11 milionários que não tem sequer segundo grau escolar.
O Brasil é penta e sinceramente isso não faz diferença alguma na minha vida. Mas alguma coisa mais profunda, que deveria ou já deve ter sido tema de tese de doutorado, me impediu de estudar e até de ir ao banheiro fazer xixi (fiquei o primeiro tempo do jogo me segurando).
Não é mole não. Brasil rumo ao Hexa e eu rumo ao limbo do desemprego.
Beijo pras mulheres e abraço pros homens.
Escrito por Bruno Kenzo às 22h11
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